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Patrimónios Alimentares: Culturas e Identidades

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Foi aprovado o primeiro doutoramento português na área das Culturas da Alimentação, oferecido pela Universidade de Coimbra: Patrimónios Alimentares: Culturas e Identidades.

Para mais informações, ver aqui.

2…

DSC_8910L… DA MESA DE TODOS OS DIAS

A comida nas zonas mais rurais é essencialmente determinada pela sazonalidade. O que a terra dá é o que vai à mesa. E, em muitas aldeias, as refeições pautam-se pela regularidade nos pratos escolhidos. Recordam os homens e mulheres mais idosos da Borda do Campo, a monotonia das refeições em tempos idos, marcados pela pouco ousadia de gastos associados à alimentação. Assim, e ao longo de todo o ano, a manhã era recebida com uma refeição substancial necessária aos trabalhadores rurais. Feijão frade, batatas e broa. Ao almoço couves, feijão seco e arroz. A última refeição do dia dava direito à sardinha ou bacalhau e as papas laberças eram sempre um complemento muito apreciado e indispensável.

3…

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…MESA RICA

«E eram de respeito os banquetes da Figueira: perus, leitões e caça, acompanhados de vinhos leves pouco taninados, das Alhadas, Quiaios e Marujal, e aristocratizados pelo vinho velho do Porto, das garrafeiras dos exportadores ricos, como a Casa Simões e a Casa Jardim, vindas dos seus armazéns bem providos. Eram assim, confortáveis e ricas, as casas figueirenses […] e em todas elas se serviam doces magníficos.»

4…

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… DA MERENDA

Na abertura do capítulo dos aperitivos e merendas tradicionais do livro editado pelo município figueirense em 1973, referiam os autores que «desde todos os tempos, principalmente na abertura dos vinhos novos e nas festas: Senhor dos Aflitos, na Murtinheira; São Martinho; Santo Amaro das Amoreiras, nas Alhadas; Quinta-Feira da Espiga, em Vila Verde; Dia da Merenda Grande, em maio, em Santo Amaro, na Serra da Boa Viagem; etc., sempre houve aperitivos e merendas». Nas recentes recolhas, as referências não se distanciam deste leque.

5…

DSC_3342… da matança

A matança do porco, além da sua particular relevância económica, pois aquelas carnes, enchidos e gorduras significavam o alimento capital para valer às famílias ao longo do ano, era, e continua a ser em diversas zonas do país, um pretexto para o convívio no seio familiar, da comunidade vizinha e dos amigos próximos. Repleta de rituais que se mantêm nas comunidades rurais, pese embora algumas práticas modernizadas e adaptadas ao quotidiano, é um dos acontecimentos com maior importância nos ciclos do calendário rural.

6…

DSC_8232DA CAPOEIRA

O concelho, nas zonas interiores, é essencialmente agro-pecuário, o que se reflete na alimentação quotidiana da população. A dieta alimentar rural é caracterizada por uma determinada regularidade nas refeições que acompanhavam o ritmo dos trabalhos no campo e justificam a sazonalidade dos consumos. Os produtos de cada uma das estações conferiam a variedade necessária para quebrar com uma rotina por si só monótona, da alimentação de todos os dias. Desde sempre, as famílias consumiam, preferencialmente, o que produziam nas suas terras e as criações.

7…

DSC_7637DO RIO

O hábito de aproveitar os peixes dos rios e valas foi sendo perpetrado pelas gentes do concelho da Figueira da Foz. As redes para pescar as enguias eram deixadas nas valas e depois recolhidas. Com o proveito da pescaria, em casa, preparavam-se as enguias essencialmente de quatro formas: caldeiradas, ensopados, fritas e ainda grelhadas, servidas com salsa picada e vinagre. Em Armazém de Lavos, as mulheres vendiam os cambos de enguias. Um conjunto delas era enfiado em arames e colocados em cestos de junco.

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