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«Quem vende galinha come sardinha…»

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Col. Arquivo Fotográfico Municipal da Figueira da Foz

A sardinha é um peixe singular, cuja apreciação tem evoluído e divergido ao longo dos tempos. Hoje, em algumas épocas festivas, alcança preços que a colocam no topo da hierarquia do pescado. Mas nem sempre foi assim.

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Sardinhas panadas. A Nossa Mesa, pp. 54|55.

Recuemos à mesa pobre do Portugal quinhentista onde, de facto, a sardinha é o peixe mais consumido pelo povo miúdo, como atesta o relato da viagem efetuada pelos dois embaixadores da república veneziana, Tron e Lippomani, a este reino, com intento de cumprimentar Filipe II pela conquista do reino:

«O povo miúdo vive pobremente, sendo a sua comida diária sardinhas cozidas, salpicadas, que se vendem com grande abundância por toda a cidade. Raras vezes compram carnes, porque o alimento mais barato é esta casta de peixe, que se pesca em notável cópia fora da barra, como se pesca muito outro de todas as qualidades e muito grande […] e tão caro, que se faz espanto aos estrangeiros e custa muito aos naturais que passam mal pelo preço excessivo de tudo o que serve para o sustento.» «Viagem a Portugal dos Cavaleiros Tron e Lippomani – 1580», 1985, p. 368

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Escabeche à Figueira antiga . A Nossa Mesa, pp. 34|35

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Amêijoas à marinheiro. A Nossa Mesa, pp. 206|207.

Da sardinha e de outro pescado versará a minha comunicação no próximo Fórum-Estudante de História e Culturas da Alimentação, a decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no próximo dia 23 de maio.

O programa completo pode ser consultado aqui.

 

De volta à cozinha…

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Nos últimos tempos não têm aparecido receitas por aqui. Não deixei de cozinhar, nem nada que se pareça. Mas a velocidade dos dias, e outros projetos, não me permite dedicar ao blog como gostaria, a ter alguma qualidade nas imagens, a ter critério na escolha das receitas, enfim, a «alimentar» esta plataforma com coerência.

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Por isso, a opção tem sido apenas dar conta de atividades e eventos relacionados com a História da Alimentação e a Gastronomia. No fundo, aquilo que mais me motiva. No entanto, cozinhar (com alegria) continua a fazer parte da minha rotina quotidiana. Descobrir livros e ingredientes novos também.

E se uma receita de favas em maio não é propriamente uma novidade, a inclusão das capuchinhas dá-lhe um toque original e que tem marcado a minha cozinha primaveril.

As favas são de maio, como diz a minha camponesa e eu tornei-me apreciadora delas e nesta altura do ano não as dispenso. Sempre sem casca, o que dá um pouco mais de trabalho. Mas vale a pena.

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Cozer as favas aproximadamente oito minutos. Passar por água fria e depois descascar da mesma forma que os tremoços. Numa frigideira colocar azeite e uma cebola às rodelas. Deixar saltear e juntar tomates em meias luas. Temperar com sal. Juntar muitas folhas de manjerona. Servir com um ovo escalfado, salpicado com pimenta e juntar as doces flores. Capuchichas.

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Volta & Meia e Picadeiro

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Quem aparecer no Mercado Municipal Eng. Silva, no próximo sábado, pelas 11horas, terá a oportunidade de provar as propostas dos restaurantes Volta & Meia e Picadeiro.

Petiscos, pois claro!

De novo a salicórnia

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De novo a salicórnia!

Porque em maio ela está no seu melhor, vamos dar de novo palco a esta planta endógena e que já entra em tantas mesas portuguesas.

Este ano, para além das oficinas de culinária no Mercado Municipal, vamos ter sessões de esclarecimento por quem sabe.

Para finalizar, terminamos com um gin temperado com salicórnia das nossas salinas no Núcleo Museológico do Sal, animado pelo DJ figueirense Joaquim Gaspar.

Para os que tiverem oportunidade, fica um programa diferente, para estes dias solares que se avizinham.

Fórum-Estudante em História e Culturas da Alimentação

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Como se pode ler no site de divulgação do evento:

O Fórum-Estudante de História & Culturas da Alimentação, que neste ano de 2016 regista a sua terceira edição, destina-se à apresentação e discussão de trabalhos de pesquisa por investigadores não doutorados ou de pós-doutoramento que abordem a temática pluridimensional da Alimentação.

Fica a divulgação para os que se interessam pela temática.

 

«O apetite nasce à (nossa) mesa»

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A convite do Rotary Club da Figueira da Foz, «A nossa mesa…» volta a ser tema de conversa.

A Mesa e as Artes

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O Palácio Nacional da Ajuda e as suas coleções são por si só motivo suficiente para uma visita. Porém, as suas programações justificam ainda mais uma visita. Maio é um mês repleto de iniciativas culturais, um pouco por todo o lado. Por lá, logo no início do mês, o programa é à volta da mesa e das artes, como podem ver no programa.

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Informações sobre as inscrições:

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