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Jantar de Rainhas

2014-07-18 19.02.27

 

Na sexta foi noite de Jantar de Rainhas! A tradição mantém-se ainda que ultimamente não tenha deixado registos por aqui. Por razões várias, entre as quais o facto de nunca me lembrar de fazer fotografias da comida. Costumam ser bem animados estes jantares, sem espaço para essa “obrigação” da reportagem fotográfica. Na sexta ainda consegui fotografar a mesa e alguns apontamentos do jantar. As convidadas também o fizeram, por isso, caso haja cedência de imagens ainda volto ao tema. Por agora fica a entrada:

 

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Melão com crocante de chouriço de Quiaios

(adaptado da Revista Continente Magazine, nº 46)

1 melão

1 chouriço de Quiaios

alface e chicória q.b

8 rabanetes

2 dúzias de amoras

azeite q.b

sumo de limão q.b

flor de sal

1 colher de sopa de mel

Preparação:

* Preparar o melão, retirando a casca e as sementes e cortar em fatias

* Reservar no frigorífico até ao momento de servir

* Picar o chouriço e saltear na frigideira até ficar crocante

* Preparar a salada, cortando a alface em juliana e os rabanetes em rodelas muito finas

* Para o vinagrete juntar o mel, a flor de sal o sumo de limão, envolver bem e acrescentar o azeite em fio

* Temperar a salada

* Dispor em pratos individuais uma cama de salada, colocar sobre esta a fatia de melão e polvilhar com o chouriço

* Regar com o restante vinagrete

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Blogs, máquinas, pasta e preguiça

IMG_9279Um dos meus blogs favoritos é o Hortus Natural Cooking da encantadora Valentina Solfrini. Esta rapariga italiana não é só uma excelente fotógrafa e web designer, como também consegue cozinhar comida caseira muito apetecível e que respeita as origens, a tradição e a sazonalidade.

IMG_9253Quando recebi a notificação do último post dela, sobre pastas, lembrei-me imediatamente que ainda tinha por publicar um dos mais recentes esparguetes de massa fresca que levei à mesa cá de casa. Uma receita básica que, de tão básica, nem é receita, mas que mostra bem as potencialidades de uma máquina de estender massa.

IMG_9268No seguimento disso, surgiu-me igualmente na mente um site que vi recentemente e que me deixou perplexa. Andava eu a “navegar” em busca de um “estendal” para secar a pasta, uma vez que nas lojas de utilidades domésticas que tenho visitado não encontro. Julguei que fosse mais fácil. Já agora, se me puderem indicar algum sitio onde o adquirir, fico grata. Adiante! Estava eu nessa demanda, quando encontro um site de venda de artigos usados e reparo numa máquina de estender massa. Em tudo semelhante à minha, comprada nesta loja, por cerca de 20 euros.

IMG_9260O que me espantou foi, não só o preço proposto para um artigo em 2ª mão: 50 euros, mas sobretudo, o aspeto da dita: repleta de resíduos de massa seca, entranhada nas fissuras e nas superfícies mais interiores. Ora, eu nem de borla a queria!

E dei por mim a pensar que, de facto, limpar este utensílio não é rápido nem básico, mas é essencial e obrigatório. Normalmente uso um pano e um pincel, para chegar aos pontos mais inacessíveis, e faço-o imediatamente a seguir à utilização para que, de facto, os restos da massa não fiquem secos e colados às superfícies metálicas.

IMG_9280Confesso que já deixei de fazer massa fresca por preguiça. Não do processo em si, simples e relaxante, mas para depois não ter de limpar a máquina. É esta, portanto, na minha opinião, a única desvantagem da massa fresca: limpar a máquina. Mas nada se compara a um esparguete homemade!

IMG_9285A receita básica da pasta já a indiquei aqui.  O resto foi pegar em camarão limpo, muito alho, um bom azeite e fazer um salteado. Depois servir salpicado de folhas de menta e parmesão ralado a gosto.

Laranjas e limões

2014-06-10 18.35.16Quase todos os nossos amigos já provaram uma versão deste bolo, por ser talvez o mais vezes repetido. Umas ocasiões com limão, outras com laranja. Desta vez com a sumarenta e doce laranja algarvia pois, na minha opinião, não há melhor!

2014-06-10 18.35.09Bolo de Polenta

(adapatado do ) Grande Livro de Pastelaria

Ingredientes

200 g de manteiga

200 g de açúcar

casaca de laranja ralada e sumo da mesma

3 ovos batidos

140 g de amêndoas moídas

300 g de polenta instântanea

1 c. de chá de fermento em pó

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 Calda

sumo de 2 laranjas

55 g de açúcar

2 c. de sopa de água

2014-06-10 18.36.18Preparação

* Ligar o forno a 180º

* Preparar uma forma forrada com papel vegetal

* Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme esbranquiçado

* Juntar a casca de laranja, os ovos e a amêndoa

* Peneirar a polenta e o fermento

* Deitar o preparado na forma e alisar a massa

* Levar a cozer cerca de 30 a 35 minutos

* Retirar do forno e deixar arrefecer na forma cerca de 20 minutos

2014-06-10 18.36.22Preparação da calda

* Colocar numa caçarola o sumo, o açúcar e a água

* Aquecer em lume brando até o açúcar se dissolver

* Levantar fervura

* Reduzir até obter a consistência de xarope

* Desenformar o bolo e regar com a calda

* Servir com iogurte grego

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As alcachofras!

2014-05-14 13.06.57Nunca sei bem o que fazer com elas! O processo de preparar as alcachofras deixam-me sempre intimidada e vou-lhes resistindo, ainda que goste muito deste alimento.

Na Toscana são muito vulgares e entram em variadíssimos pratos. Um “carpaccio” de alcachofra foi uma das iguarias que experimentei em Florença e que realmente me despertou a atenção e o palato.

2014-05-14 13.07.22Trouxe alguns livros de culinária de lá e, de facto, é recorrente o seu uso, seja em risottos, estufados, carpaccios, pizzas… Muitas utilizações.

Inspirada nessas sugestões, preparei estas em duas variantes. A primeira simplesmente cozidas e comidas com um vinagrete, aromatizado com gengibre fresco.

2014-05-14 13.23.00Na segunda ronda, optei por gratinar as alcachofras com uma camada de pão ralado com alho e ervas frescas (usei salsa e salva) e queijo mozarella fresco.  Levei ao formo pré-aquecido a cerca de 180ºC cerca de 15 minutos.

2014-05-14 13.23.19Espreitei alguns vídeos com demonstrações da sua preparação. Muito úteis, de resto! O primeiro é um bocadinho hilariante, talvez pela forma explícita e exagerada como o “Fernando” saboreia a alcachofra.

A segunda versão, muito profissional e esclarecedora!

Se vos intimida a preparação das alcachofras, não deixem de visitar estes links para desmistificar.

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Chegaram as ameixas

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Começaram a chegar cá a casa as ameixas. Todos os anos multiplicam-se e, apesar da partilha, nunca sabemos o que fazer ao excesso. Vamos experimentando alguns bolos e sobremesas com elas e todas se têm revelado interessantes.

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Pensei fazer um bolo para o lanche já que na mesa seríamos oito. Decisão de última hora, por isso procurei uma receita simples e rápida.

Resolvi ir ao blog em busca do bolo invertido que já tinha experimentado. Mas pareceu-me um pouco demorado.

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As outras duas opções eram sobremesas que, embora de boa memória,  não se coadunavam com o que eu queria. Por isso, lá fui eu ao livro que é tantas vezes a salvação: O Grande Livro da Pastelaria.

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E lá estava a tarte que eu iria fazer. Pequenas alterações, nomeadamente a substituição das avelãs por cajús. Por pura preguiça, já que na despensa há um grande frasco com avelãs, mas com casca. E também optei por uma forma retangular em vez da redonda indicada. A minha amiga Sofia deu-me esta há já algum tempo e e ainda não tinha tido muitas oportunidades de a usar. Vai um fatia, Sofia?

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Tarte crumble de ameixa

O Grande Livro da Pastelaria

Ingredientes

Massa

175 g de farinha de trigo simples

1 c. de sopa de amido de milho

1/2  c. de chá de fermento em pó

100 de manteiga sem sal

40 g de cajús, finamente picados (avelãs no original)

40 g de açúcar branco refinado

3 c. de sopa de leite

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Recheio

400 g de ameixas vermelhas maduras

1 c. de sopa de amido de milho

3 c. de sopa de açúcar branco refinado

casca ralada de 1 laranja pequena

açúcar em pó para polvilhar

iogurte grego para servir

nota: para os mais gulosos sugiro que aumentem a quantidade do açúcar pois a acidez das ameixas sobrepõe-se ao doce.

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Preparação

* Aqueça previamente o forno a 180º

* Peneire a farinha de trigo, o amido de milho e o fermento para uma tigela

* Adicione a manteiga e areie com a ponta dos dedos

* Junte os cajus e o açúcar, mexendo sempre e adicionando leite suficiente para ligar a massa

* Retire cerca de 1/4 da massa restante e forre uma tarteira retangular de fundo amovível, pressionando-a ligeiramente contra o fundo e o rebordo lateral

* Para o recheio, retire os caroços e corte as ameixas em quatro

* Envolva-as no amido de milho, açúcar e casca ralada de laranja

* Disponha as ameixas sobre a massa

* Retire do frigorífico a massa reservada e, com as pontas dos dedos, esfarele-a sobre as ameixas

* Coloque a tarteira no forno previamente aquecido, durante cerca de 40 minutos, até borbulhar e ficar ligeiramente dourada

* Desenformar e polvilhar com açúcar em pó

* Sirva cortada às fatias com iogurte grego

 

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From uncle Sam

2014-06-14 11.16.36Os americanos comemoram o «National Doughnut Day» na primeira sexta-feira de junho. Já lá vai! Ainda assim, não me parece desadequado trazer hoje esta receita dos famosos bolos fritos americanos. Americanos? Mais ou menos! Mais uma vez, esse povo soube pegar numa ideia simples e transformá-la num negócio de milhões.

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A história deste incontornável bolinho frito é relatada por Fortunato da Câmara no livro de que já vos falei. E nele é esclarecido que foram os holandeses que levaram os doughnuts, vulgo donuts, para o Novo Mundo!

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Nunca tinha feito donuts porque não é bolo que me cative. Embora, no verão, abra uma exceção e em algumas ocasiões compro para levar para a praia porque as meninas apreciam. Por isso, hoje, para dar as boas vindas ao verão e inaugurar oficialmente a época cá por casa (sim, porque parece que estes dias de quentes estão prestes a terminar e por isso vamos comemorar por antecipação), resolvi fazê-los para um pequeno-almoço pecaminoso.

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Procurei uma receita entre a vasta bibliografia culinária das estantes e, obviamente, na net. Muitas receitas. Algumas cativantes mas morosas, por isso, quando encontrei o vídeo da Filipa percebi imediatamente qual seria a receita escolhida! Só não segui a ideia da cobertura, optando por uma glacé mais leve.

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Donuts

Receita de Filipa Gomes – Prato do Dia

Ingredientes para 12 donuts

2  ovos XL

170 gr açúcar

450 gr farinha de trigo sem fermento

40 gr margarina derretida

120 ml leite

1.5 c. chá extracto de baunilha

3 c. chá fermento em pó

meia c. chá sal

noz-moscada

óleo vegetal

Preparação

* Colocar os ovos numa taça

* Acrescentar os 170 gramas de açúcar fino e 1 colher de chá e meia de extracto de baunilha

* Bater com a batedeira até ficar um creme esbranquiçado

* Noutro recipiente misturar a farinha de trigo sem fermento, meia colher de chá de sal, 3 colheres de chá de fermento em pó e uma pitada de noz moscada

* Juntar ao creme um terço da farinha, 40 gramas de margarina derretida e metade do leite

* Envolver tudo e acrescentar o resto da farinha em duas vezes, intercalada com o restante leite

* Trabalhar a massa com uma espátula

* Tapar com um pano e deixar repousar durante a 20 a 30 minutos, para que fique mais consistente

* Aquecer óleo numa frigideira

* Com a ajuda do rolo estender a massa sobre uma folha de papel vegetal polvilhada com farinha

* Cortar em círculos, retirar o centro e transferir para um tabuleiro

* Fritar um donut de cada vez

* Colocar numa grade ou um num prato com papel absorvente

* Depois de arrefecidos, cobrir com uma glacé muito leve

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O fascinante mundo da pasta fresca

 

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Fazer massa fresca tem-se revelado uma boa terapia de descontração. Preparar a massa; estende-la com a ajuda da máquina e de outro par de mãos; escolher um recheio ou molho são tarefas que desenvolvem a minha serenidade e também a criatividade.

Temos usado e abusado das massas frescas nos últimos dias e por certo a balança vai acusar, mas não importa porque as saladas também estão a chegar em força com estes dias quentes e o equilíbrio será fácil de alcançar.

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 Raviolis com recheio de cherovia e molho de manteiga com salva

Massa (para 20 raviolis)

200 g de farinha T 55

2 ovos médios

1 colher de chá de azeite

Recheio

200 g de queijo ricota

cherovia em quadradinhos assada

raspa de 1 limão

6 folhas de salva picada

pimenta preta moída na hora

flor de sal

Molho

2 colheres de sopa de manteiga

12 folhas de salva

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Preparação

* Pré-aquecer o forno a 200º

* Cortar a cherovia em cubos, temperar com sal, azeite e salva e deixar assar cerca de 20 minutos

* Preparar a massa fresca e reservar no frio durante 30 minutos, embrulhada em película aderente.

* Colocar os cubos de cherovia numa tigela e com a ajuda de um garfo desfazer os cubos grosseiramente

* Juntar os restantes ingredientes do recheio e temperar com sal e pimenta

* Envolver tudo e reservar no frio

* Esticar a massa na máquina e preparar os raviolis com a ajuda de um aro de empratamento ou cortador de bolachas

* Coze-los em água a ferver temperada com sal durante cerca de  3  minutos, dependendo do tamanho dos raviolis

* Para o molho derreter a manteiga numa frigideira juntamente com as folhas de salva

* Depois de cozidos os raviolis, passa-los rapidamente pela manteiga derretida e pela salva

* Pode polvilhar com parmesão ralado ou em lascas

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