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Redondas e crocantes!

IMG_0486É impossível passar por esta época sem fazer umas bolachinhas! E a blogosfera é bem a prova disso. Umas para oferecer no Natal, outras para ir adoçando os lanches ou serões, elas estão por todo o lado. E aqui também não é diferente.

Enquanto aguardo pela pausa das férias e dedicar-me às bolachas com moldes que são as que as mão pequeninas preferem, experimentei duas versões mais rústicas, recorrendo a alguns ingredientes mais de “adultos”. Na verdade, fizeram sucesso junto de todos.

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Bolachas integrais com bagas de goji

100 g farinha de aveia integral

50 g farinha trigo integral

100 g flocos aveia

1 colher de chá fermento

raspa de 1 clementina

10 g de coco ralado

pitada de sal

1 ovo batido

90 g açúcar amarelo

60 g manteiga derretida

30 g bagas de goji

20 g de sultanas brancas

IMG_0492Preparação:

* Numa taça juntar o açúcar com a manteiga e o ovo e bater muito bem.

* Adicionar a raspa da clementina, o coco e o sal e envolver.

* Juntar as farinhas e os flocos de aveia com o fermento e mexer até formar uma massa homogénea.

* Juntar as bagas e as sultanas e misturar bem na massa.

* Formar bolinhas do tamanho de nozes que se colocam num tabuleiro  forrado com papel vegetal.

* Espalmar as bolinhas com a mão ou fundo de um copo, para achatar em formato de bolacha.

* Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC, durante uns 12-15 minutos, retirando do forno quando estiverem ligeiramente moles ao toque.

* Deixar arrefecer antes de guardar num frasco hermético ou bolacheira.

IMG_0531Numa outra versão, usei os mesmo ingredientes, retirando apenas a raspa da clementina e as sultanas, acrescentando um colher de sopa de cacau.

Ficam igualmente saborosas e desapareceram a uma velocidade ainda maior.

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Pilado na Figueira da Foz

2014-12-08 14.15.45No sábado fui ao mercado! Costume habitual mas que desta vez trouxe uma novidade. Pilado! Esse caranguejo pequeno, que para muitos serve apenas de isco e, em tempos, era usualmente empregue pelos lavradores na fertilização das terras.

Sobre este crustáceo escreveu António Mesquita de Figueiredo, em outros tempos, num artigo da Ilustração Portuguesa, e que pode ser lido aqui.

0038Foto col. Arquivo Fotográfico Municipal da Figueira da Foz

A tradição da sua pesca na Figueira da Foz vem de longe e as memórias de infância também carregam o seu sabor. Por isso, resolvi experimentar cozinhá-lo. Uma vez que tínhamos almoço de “niveladores” no domingo, resolvi mostrar aos que não estão familiarizados com estes pequenos crustáceos, como podem ser deliciosos. Nem todos ficam convencidos, mas gostos à parte, julgo que para primeira experiência não me correu mal o tempero e o tempo de cozedura. Claro que para isso contei com as indicações do senhor da banca. Prestável e eficiente. Segui à risca:

Lavar muito bem em água corrente:

Colocar uma panela grande com água a ferver temperada com bastante sal (o dobro que usaria para cozer a mesma quantidade de batatas) e piri-piri a gosto;

Quando levantar fervura, colocar o pilado e deixar cozinhar não mais que cinco minutos;

Escorrer e parar a cozedura passando em água corrente fria;

Guardar no frigorífico até ao momento de servir.

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BA: fica uma sugestão económica

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Em fim de semana de Banco Alimentar, deixo uma sugestão nutritiva e económica. Para desmistificar… Não me alongarei em reflexões, pois já em outras ocasiões o fiz.

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Salteado de frango com vários legumes

Ingredientes

3 peitos de frango

1 couve-flor

1 fatia de abóbora

1 pimento

1 malagueta

1 ramo de ervas aromáticas

azeite

sal

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 Preparação:

* Cozer a couve-flor no vapor

* Cortar os legumes aos quadrados pequenos

* Fazer o mesmo com os peitos de frango

* Aquecer azeite numa frigideira

* Saltear o frango temperado de sal e reservar

* Saltear os legumes da mesma forma

* Juntar todos os ingredientes e servir polvilhado com ervas

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Chocolate 2 x… com sal

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E porque os dias têm sido “doces” e de comemorações várias, hoje deixo não uma mas duas sugestões pecaminosas de chocolate com sal. Sim que a vida quer-se doce, mas com umas pitadas de sal!

Ambas seguidas à risca d’ «O sentido do gosto» de José Bento dos Santos.

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Mousse de Chocolate

«O sentido do Gosto», José Bento dos Santos, p. 22.

3 claras de ovos

200 g de chocolate

2 colheres de sopa de açúcar fino

3 dl de natas

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Preparação:

* Fundir o choloate no microondas

* Colocar metade das natas numa caçarola pequena e levar ao lume até ferver

* Deitá-las sobre o chocolate derretido e mexer bem

* Bater as restantes natas até obter a consistência de chantilly, adicionando uma colher de açúcar em chuva

* Envolver as natas batidas no chocolate com uma espátula com muito cuidado

* Bater as claras em castelo adicionando a colher em falta de açúcar

* Envolver as claras em castelo ao preparado de chocolate

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* Colocar a mousse de chocolate em formas que estiveram previamente a arrefecer no frigorífico

* Levá-las 10 minutos ao congelador

* Retirá-las e guardá-las, pelo menos 2 horas no frigorífico antes de servir

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Nota: Seguindo a criação do chefe Joaquim Koerper, esta mousse de chocolate pode ser servida com um pouco de flor de sal e uns pingos de azeite.

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Receita de bolo de chocolate com sal

«O sentido do gosto», José Bento dos Santos, p. 121

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4 ovos

100 g de açúcar

80 g de farinha

40 de manteiga sem sal

60 g de chocolate com 70% de cacau

2 colheres de sopa de cacau em pó

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Preparação:

* Untar com manteiga uma forma retângular, tipo bolo inglês e polvilhar co farinha

* Bater os ovos com açúcar até a mistura branquear

* Fundir o chocolate em banho-maria e adicioná-lo à mistura anterior

* Juntar a farinha peneirada e o cacau, envolvendo bem

* Incorporar a manteiga derretida e deixar a descansar entre 20 a 30 minutos

* Colocar uma camada deste preparado numa forma

* Salpicar com um pouco de flor de sal

* Acrescentar outra camada e levar ao forno a 180º c durante 20 a 25 minutos

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“Coração, Cabeça e Estômago”

Frente capa Livro Coração Cabeça e EstomagoEnquadrando no contexto de sociabilidade e gastronomia da época contemporânea pretende-se, no estudo que agora se publica, apresentar alguns factos que contribuam para o conhecimento do Grupo “Coração, Cabeça e Estômago”, uma tertúlia gastronómica e cultural figueirense. Fundado por António Augusto Esteves, mais conhecido pelo pseudónimo literário Carlos Sombrio, o grupo dura uma dúzia de anos. Decorre o primeiro almoço em 1936, sendo o derradeiro encontro em 1948. Um grupo de ilustres intelectuais, escritores e artistas admiradores das artes pantagruélicas e da literatura, o Grupo “Coração, Cabeça e Estômago”, nos escassos doze anos de existência, criaram uma estória que agora se conta!

Na época, refere-se a imprensa local ao “almoço anual de artistas e escritores” escrevendo que se “reunem […] anualmente, num almoço de carácter regional, um grupo de artistas e escritores, que assim estreitam […] elos de amizade […] e aproximam mais a Figueira dos seus sentimentos admirativos [da] linda e concorrida praia.

O Grupo Coração, Cabeça e Estômago, “sob a égide [do] título camiliano, todos os anos […] este amável grupo de amigos […] réplica dos Vencidos da Vida […] a que preside o superior espírito […] de Joaquim de Carvalho” reúne para o almoço regional onde a literatura tem um lugar de eleição, mas também o gracejo e a suave cavaqueira.

De acordo com a tradição e o desígnio do grupo, os almoços servem para esquecer, por algumas horas, as tristes realidades e as incertezas do amanhã para só se lembrarem do “carpe diem” horaciano – pois a vida são dois dias e é preciso aproveitá-los… pela medida grande!

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Com o 5º aniversário das 5as de leitura encontrou-se o momento perfeito para, em jeito de comemoração, reunir os ilustres escritores e pensadores que contribuíram para a construção dessas tertúlias literárias e culturais que animaram a comunidade figueirense ao longo destes últimos cinco anos. Convidam-se, pois, estes intelectuais a celebrar o conceito de tertúlia, alargada à gastronomia, num almoço que terá como mote a recriação da ementa de uma das tertúlias do Grupo Coração, Cabeça e Estômago, onde irão conviver, de mãos dadas, a cultura e a gastronomia local, numa festa alargada à comunidade.

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O momento contará com a intervenção do prefaciador da obra, Professor Doutor Rui Cascão da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e outras iniciativas de âmbito cultural.

Para mais informações ver aqui.

Clementinas

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Segundo a revista do sítio do costume, «É tempo de citrinos…»

É um facto. E por aqui eles têm sempre um lugar destacado. Ultimamente temos dado o trono às clementinas. Doces, perfumadas, delicadas e carregadinhas de vitamina C!

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Uma das sugestões desta revista é uma tarte cremosa de toranja. Ora cá está o único citrino que não me convece suficientemente para entar regularmente na nossa cozinha. Não desgosto, mas não morro de amores. Por isso, demos a volta à receita e substituímos as ditas pelas preferidas do momento: as clementinas!

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O resultado é uma tarte suficientemente doce para servir de sobremesa e simultâneamente como complemento a um pequeno almoço de fim de semana ou lanche.

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Tarte cremosa de clementina

(ligeiramente adaptada) Revista Sabe Bem nov|dez

400 g clementinas

50 g açúcar em pó

150 g queijo fresco em creme para barrar (usei 200 g)

80 g de mel

2 ovos médios

200g de creme culinário de soja

50 g farinha de trigo

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Preparação:

* Aquecer o forno a 120º

* Lavar as clementnas e cortar em rodelas muito finas

* Secar com um papel de cozinha

* Colocar num tabuleiro previamente forrado com papel vegetal e polvilhado com açúcar em pó

* Polvilhar a superfície das rodelas  com açúcar em pó

* Levar ao forno cerca de 90 minutos ou até desidratarem

* Retirar do forno e aumentar a temperatura para 170º

* bater o queijo com o mel, as gemas e o creme de soja

* Bater as claras em castelo bem firmes

* Envolver no queijo alternadamente com a farinha peneirada

* Deitar o creme numa tarteira de louça

* Levar ao forno aproximadamente 40 minutos até alourar

* Decorar com a rodelas de clementinas e polvilhar com o restante açúcar em pó

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Vegetarianismo?

 

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Não sou vegetariana!

O meu organismo rejeita qualquer carne vermelha!

Como (com regularidade) carne de aves!

Como muito peixe e mariscos!

A minha cozinha não passa sem ovos!

Aboli há mais de vinte anos o leite enquanto bebida!

Gosto de iogurtes!

Queijos fazem parte da minha alimentação!

Tenho nas leguminosas as minhas maiores aliadas nos almoços solitários!

Opto regularmente por refeições com características que se podem enquadrar numa dieta vegetariana, sem fundamentalismos.

Estou muito longe de me tornar vegetariana. Acredito quer nunca o vou ser!

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No entanto, respeito esta opção, quando feita com conhecimento e sabedoria, bom senso à mistura e sem fundamentalismos. E, sobretudo, sou muito curiosa sobre tudo o que se prende com gastronomia, culinária, alimentação! É por este motivo que fui, com grande entusiasmo, frequentar o seminário sobre comida vegetariana, conduzido pela encantadora, generosa e conhecedora Olívia Santos!

Aprendi imenso em muito pouco tempo. Foi muito esclarecedor, educativo e formativo. Não mudei a minha dieta alimentar, mas reforçou a minha postura em relação a algumas práticas completamente instituídas cá em casa e permitiu-me descobrir outras que quero implementar.

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Vou deixar de comer (a pouca) carne que habitualmente consumo?

Provavelmente!

O peixe deixa de ser um dos alimentos que mais aprecio?

Não creio!

Cozinhar sem ovos?

Parece-me impossível.

Privilegiar, ainda mais, os cereais, vegetais, leguminosas e fruta?

Sem dúvida!

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Sem fundamentalismos, e com muitas nuances, fica um risotto de abóbora manteiga que fiz antes da frequência do seminário, atestando o que já se pratica por aqui, no que me parece que se manterá, apesar de ir apostar cada vez mais nos cereais integrais!

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Risotto de abóbora manteiga assada com salva
300 g de arroz Arborio

3 colheres de sopa de azeite

120 ml de vinho  branco

1,5 lt de caldo de legumes caseiro

1 cebola pequena finamente picada

300 g de abóbora manteiga assada com salva (em puré)

1 colher de sopa de manteiga

parmesão ralado

cebolinho picado para servir

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Preparação:

Procedi da mesma forma que aqui.

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