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A leveza de mil folhas

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A azáfama dos últimos dias trouxe o desejo de um final de refeição com a frescura dos frutos do verão. Um desejo de leveza que só podia ser traduzido nesta sobremesa que, apesar de parecer de execução um pouco complexa, é de grande simplicidade e repleta de atalhos.

Na culinária francesa chamam-lhe “millefeuille”, para os americanos é o “Napoleão”. Sem creme de pasteleiro e sem o rigor necessário para lhe dar essa designação, aventurei-me numa livre interpretação, com natas batidas e puré de morangos; a preciosa ajuda da massa folhada refrigerada e as groselhas que pintam de vermelho os arbustos do sitio do costume.

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Mil folhas com creme de morangos e groselhas

(8 unidades)

2 placas de massa folhada

400 ml de natas frescas

2 chávenas de morangos

5 colheres de sopa de açúcar

groselhas

açúcar em pó para polvilhar

Preparação

* Pré-aquecer o forno a 180º

* Cortar a massa em 4 tiras verticais

* Picar com um garfo e levar ao forno até ficar com uma cor dourada e estaladiço

* Deixar arrefecer e depois cortar em partes uniformes para montar em camadas

* Levar os morangos ao lume num tacho com o açúcar cerca de 7 minutos

* Transformar em puré e deixar arrefecer

* Bater as natas até ficar em chantilly

* Envolver cuidadosamente o puré de morangos no chantilly

* Colocar um retângulo de massa, depois uma camada de creme, repetir o processo mais duas vezes

* Colocar as groselhas e polvilhar com açúcar em pó

Nota: A massa e o creme podem ser feitos antecipadamente, mas a montagem deverá ser realizada momentos antes de servir para que a massa se mantenha estaladiça

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Terrine

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Ainda do Jantar das Rainhas!

As fotos foram chegando e, assim, é possível apresentar a restante ementa. Optei por pratos frios, para que os compassos de espera e o desenrolar das conversas não ficassem comprometidos com a urgência de levar à mesa a comida.

Depois do melão, um creme frio de frutos do mar, antecipando o prato principal. Uma terrine de salmão e legumes. Adaptei a receita do mais recente número da revista Sabe Bem. Pequenas alterações no que toca à escolha dos legumes, trocando o alho francês por abóbora e o funcho por endro. As dez folhas de gelatina indicadas foram seguidas à risca, bem como o processo de confeção. No entanto, e apesar de ao desenformar apresentar o aspeto esperado, no momento do corte algumas fatias desmancharam-se, perdendo a forma.

Julgo que o tempo de repouso no frigorífico foi suficiente, pois esteve cerca de 24 horas. Parece-me, no entanto, que os legumes terão de ser mais cozinhados e cortados em pedaços mais pequenos.

Ainda assim, o sabor é muito agradável e fresco, próprio para dias de verão e refeições que se arrastam ao sabor da boa companhia!

 

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Terrine de salmão com legumes e endro

(para 6 pessoas)

Revista Sabe Sabe, nº 20

Ingredientes:

600 g de salmão

4 colheres de chá de sal

1 colher de sobremesa de azeite

150g de pimento vermelho

150 g de pimento amarelo

300 g de courgette

200 g de abóbora

0,5 dl de Ricard

20 g de endro em rama

10 folhas de gelatina

2 iogurtes gregos naturais

2 colheres de sopa de mostarda Dijon

2 colheres de sopa de mel

Preparação:

* Cortar o salmão em troços e temperar com o sal

* Aquecer o azeite numa frigideira antiaderente, alourar o salmão e deixar arrefecer

* Escaldar os pimentos em água a ferver, retirando as peles e sementes, cortando em tiras finas

* Cortar a courgette em palitos grossos e escaldar na água temperada com sal

* Proceder da mesma forma com a abóbora, cortada em fatias finas

* Numa forma de paté (usei a de bolo inglês), dispor o peixe e os legumes alternadamente

* Adicionar o Ricard e o endro, previamente picado, à água onde se escaldaram os legumes

* Juntar as folhas de gelatina demolhadas e escorridas e envolver bem até se dissolverem completamente

* Verter sobre os legumes e levar ao frigorífico até solidificar

* Servir com o molho feito com os iogurtes, a mostarda e o mel

 

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Jantar de Rainhas

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Na sexta foi noite de Jantar de Rainhas! A tradição mantém-se ainda que ultimamente não tenha deixado registos por aqui. Por razões várias, entre as quais o facto de nunca me lembrar de fazer fotografias da comida. Costumam ser bem animados estes jantares, sem espaço para essa “obrigação” da reportagem fotográfica. Na sexta ainda consegui fotografar a mesa e alguns apontamentos do jantar. As convidadas também o fizeram, por isso, caso haja cedência de imagens ainda volto ao tema. Por agora fica a entrada:

 

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Melão com crocante de chouriço de Quiaios

(adaptado da Revista Continente Magazine, nº 46)

1 melão

1 chouriço de Quiaios

alface e chicória q.b

8 rabanetes

2 dúzias de amoras

azeite q.b

sumo de limão q.b

flor de sal

1 colher de sopa de mel

Preparação:

* Preparar o melão, retirando a casca e as sementes e cortar em fatias

* Reservar no frigorífico até ao momento de servir

* Picar o chouriço e saltear na frigideira até ficar crocante

* Preparar a salada, cortando a alface em juliana e os rabanetes em rodelas muito finas

* Para o vinagrete juntar o mel, a flor de sal o sumo de limão, envolver bem e acrescentar o azeite em fio

* Temperar a salada

* Dispor em pratos individuais uma cama de salada, colocar sobre esta a fatia de melão e polvilhar com o chouriço

* Regar com o restante vinagrete

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Blogs, máquinas, pasta e preguiça

IMG_9279Um dos meus blogs favoritos é o Hortus Natural Cooking da encantadora Valentina Solfrini. Esta rapariga italiana não é só uma excelente fotógrafa e web designer, como também consegue cozinhar comida caseira muito apetecível e que respeita as origens, a tradição e a sazonalidade.

IMG_9253Quando recebi a notificação do último post dela, sobre pastas, lembrei-me imediatamente que ainda tinha por publicar um dos mais recentes esparguetes de massa fresca que levei à mesa cá de casa. Uma receita básica que, de tão básica, nem é receita, mas que mostra bem as potencialidades de uma máquina de estender massa.

IMG_9268No seguimento disso, surgiu-me igualmente na mente um site que vi recentemente e que me deixou perplexa. Andava eu a “navegar” em busca de um “estendal” para secar a pasta, uma vez que nas lojas de utilidades domésticas que tenho visitado não encontro. Julguei que fosse mais fácil. Já agora, se me puderem indicar algum sitio onde o adquirir, fico grata. Adiante! Estava eu nessa demanda, quando encontro um site de venda de artigos usados e reparo numa máquina de estender massa. Em tudo semelhante à minha, comprada nesta loja, por cerca de 20 euros.

IMG_9260O que me espantou foi, não só o preço proposto para um artigo em 2ª mão: 50 euros, mas sobretudo, o aspeto da dita: repleta de resíduos de massa seca, entranhada nas fissuras e nas superfícies mais interiores. Ora, eu nem de borla a queria!

E dei por mim a pensar que, de facto, limpar este utensílio não é rápido nem básico, mas é essencial e obrigatório. Normalmente uso um pano e um pincel, para chegar aos pontos mais inacessíveis, e faço-o imediatamente a seguir à utilização para que, de facto, os restos da massa não fiquem secos e colados às superfícies metálicas.

IMG_9280Confesso que já deixei de fazer massa fresca por preguiça. Não do processo em si, simples e relaxante, mas para depois não ter de limpar a máquina. É esta, portanto, na minha opinião, a única desvantagem da massa fresca: limpar a máquina. Mas nada se compara a um esparguete homemade!

IMG_9285A receita básica da pasta já a indiquei aqui.  O resto foi pegar em camarão limpo, muito alho, um bom azeite e fazer um salteado. Depois servir salpicado de folhas de menta e parmesão ralado a gosto.

Laranjas e limões

2014-06-10 18.35.16Quase todos os nossos amigos já provaram uma versão deste bolo, por ser talvez o mais vezes repetido. Umas ocasiões com limão, outras com laranja. Desta vez com a sumarenta e doce laranja algarvia pois, na minha opinião, não há melhor!

2014-06-10 18.35.09Bolo de Polenta

(adapatado do ) Grande Livro de Pastelaria

Ingredientes

200 g de manteiga

200 g de açúcar

casaca de laranja ralada e sumo da mesma

3 ovos batidos

140 g de amêndoas moídas

300 g de polenta instântanea

1 c. de chá de fermento em pó

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 Calda

sumo de 2 laranjas

55 g de açúcar

2 c. de sopa de água

2014-06-10 18.36.18Preparação

* Ligar o forno a 180º

* Preparar uma forma forrada com papel vegetal

* Bater a manteiga com o açúcar até obter um creme esbranquiçado

* Juntar a casca de laranja, os ovos e a amêndoa

* Peneirar a polenta e o fermento

* Deitar o preparado na forma e alisar a massa

* Levar a cozer cerca de 30 a 35 minutos

* Retirar do forno e deixar arrefecer na forma cerca de 20 minutos

2014-06-10 18.36.22Preparação da calda

* Colocar numa caçarola o sumo, o açúcar e a água

* Aquecer em lume brando até o açúcar se dissolver

* Levantar fervura

* Reduzir até obter a consistência de xarope

* Desenformar o bolo e regar com a calda

* Servir com iogurte grego

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As alcachofras!

2014-05-14 13.06.57Nunca sei bem o que fazer com elas! O processo de preparar as alcachofras deixam-me sempre intimidada e vou-lhes resistindo, ainda que goste muito deste alimento.

Na Toscana são muito vulgares e entram em variadíssimos pratos. Um “carpaccio” de alcachofra foi uma das iguarias que experimentei em Florença e que realmente me despertou a atenção e o palato.

2014-05-14 13.07.22Trouxe alguns livros de culinária de lá e, de facto, é recorrente o seu uso, seja em risottos, estufados, carpaccios, pizzas… Muitas utilizações.

Inspirada nessas sugestões, preparei estas em duas variantes. A primeira simplesmente cozidas e comidas com um vinagrete, aromatizado com gengibre fresco.

2014-05-14 13.23.00Na segunda ronda, optei por gratinar as alcachofras com uma camada de pão ralado com alho e ervas frescas (usei salsa e salva) e queijo mozarella fresco.  Levei ao formo pré-aquecido a cerca de 180ºC cerca de 15 minutos.

2014-05-14 13.23.19Espreitei alguns vídeos com demonstrações da sua preparação. Muito úteis, de resto! O primeiro é um bocadinho hilariante, talvez pela forma explícita e exagerada como o “Fernando” saboreia a alcachofra.

A segunda versão, muito profissional e esclarecedora!

Se vos intimida a preparação das alcachofras, não deixem de visitar estes links para desmistificar.

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Chegaram as ameixas

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Começaram a chegar cá a casa as ameixas. Todos os anos multiplicam-se e, apesar da partilha, nunca sabemos o que fazer ao excesso. Vamos experimentando alguns bolos e sobremesas com elas e todas se têm revelado interessantes.

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Pensei fazer um bolo para o lanche já que na mesa seríamos oito. Decisão de última hora, por isso procurei uma receita simples e rápida.

Resolvi ir ao blog em busca do bolo invertido que já tinha experimentado. Mas pareceu-me um pouco demorado.

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As outras duas opções eram sobremesas que, embora de boa memória,  não se coadunavam com o que eu queria. Por isso, lá fui eu ao livro que é tantas vezes a salvação: O Grande Livro da Pastelaria.

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E lá estava a tarte que eu iria fazer. Pequenas alterações, nomeadamente a substituição das avelãs por cajús. Por pura preguiça, já que na despensa há um grande frasco com avelãs, mas com casca. E também optei por uma forma retangular em vez da redonda indicada. A minha amiga Sofia deu-me esta há já algum tempo e e ainda não tinha tido muitas oportunidades de a usar. Vai um fatia, Sofia?

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Tarte crumble de ameixa

O Grande Livro da Pastelaria

Ingredientes

Massa

175 g de farinha de trigo simples

1 c. de sopa de amido de milho

1/2  c. de chá de fermento em pó

100 de manteiga sem sal

40 g de cajús, finamente picados (avelãs no original)

40 g de açúcar branco refinado

3 c. de sopa de leite

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Recheio

400 g de ameixas vermelhas maduras

1 c. de sopa de amido de milho

3 c. de sopa de açúcar branco refinado

casca ralada de 1 laranja pequena

açúcar em pó para polvilhar

iogurte grego para servir

nota: para os mais gulosos sugiro que aumentem a quantidade do açúcar pois a acidez das ameixas sobrepõe-se ao doce.

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Preparação

* Aqueça previamente o forno a 180º

* Peneire a farinha de trigo, o amido de milho e o fermento para uma tigela

* Adicione a manteiga e areie com a ponta dos dedos

* Junte os cajus e o açúcar, mexendo sempre e adicionando leite suficiente para ligar a massa

* Retire cerca de 1/4 da massa restante e forre uma tarteira retangular de fundo amovível, pressionando-a ligeiramente contra o fundo e o rebordo lateral

* Para o recheio, retire os caroços e corte as ameixas em quatro

* Envolva-as no amido de milho, açúcar e casca ralada de laranja

* Disponha as ameixas sobre a massa

* Retire do frigorífico a massa reservada e, com as pontas dos dedos, esfarele-a sobre as ameixas

* Coloque a tarteira no forno previamente aquecido, durante cerca de 40 minutos, até borbulhar e ficar ligeiramente dourada

* Desenformar e polvilhar com açúcar em pó

* Sirva cortada às fatias com iogurte grego

 

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